13 de agosto de 2018


DIRETOR GERAL DA PF, ROGÉRIO GALLORO, REVELA BASTIDORES DA PRISÃO DE LULA E DA PRESSÃO DE SÉRGIO MORO



O
diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, relatou neste domingo ao jornal O Estado de S. Paulo detalhes das negociações para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula se entregou no dia 7 de abril às autoridades, após passar mais de 48 horas com apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.  Segundo Galloro 30 homens do Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da PF, estavam a postos com suas armas para invadir o sindicato. “Chegou o sábado, o Moro [juiz federal Sergio Moro] exigiu que a gente cumprisse logo o mandado.” O delegado também falou sobre a ordem do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Rogério Favreto para soltar Lula e a contraordem do juiz Sérgio Moro em 8 de julho, que o manteve detido em Curitiba. 

O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO PARA A PRISÃO DE LULA

“Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais.[...] No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. [...] Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.”

REAÇÃO DA PF SOBRE A DECISÃO DE SOLTAR LULA

“Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.”

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