Eleição de Bolsonaro é a chegada do inverno á Democracia, diz Tereza Cruvinel
"Jair Bolsonaro foi eleito, cumpra-se a
vontade da maioria, regra de ouro da democracia, apesar dos vícios do processo,
do uso de armas novas e letais que vêm corroendo a democracia mundo afora. Mas
ninguém se iluda, um tempo de sombras chegou: Se, como candidato, ele disse
coisas tão terríveis, que poderiam lhe tirar votos, por que deixará de
praticá-las no poder?", diz a jornalista Tereza Cruvinel em sua coluna no
Jornal do Brasil.
Para ela, "o
governo em si é uma incógnita, pois o cheque foi assinado em branco, mas haverá
perseguição, revanchismo e repressão, pois haverá também resistência. Exílios e
prisões, como ele prometeu. Bolsonaro venceu, sem enganar ninguém sobre seu
desapreço pela democracia e sobre a radicalização neoliberal que seu governo trará.
Não escondeu sua boçalidade e seu desprezo pelos valores humanistas",
destaca.
"Fernando Haddad
perdeu ganhando, saiu maior do que entrou. Tem pela frente o enorme desafio de
liderar o PT no enfrentamento do antipetismo, que se revelou uma doença social.
Não tinha mesmo porque cumprimentar quem ameaçou prendê-lo", destaca.
