Já considerada vitoriosa, a campanha das mulheres contra o fascismo
representado pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da
República ganhou as redes sociais com a hashtag #EleNão e, neste sábado (29),
dá o seu maior passo, ao ganhar as ruas de centenas de cidades do Brasil e em
algumas das principais do mundo. Em São Paulo, no Largo da Batata e no Rio, na
Cinelândia, os protestos estão marcados para as 14h.
A onda de protestos faz
frente, de forma democrática, às declarações – carregadas de preconceito contra
as mulheres, negros, pobres, homossexuais e demais minorias – e também ao plano
de governo do candidato – que privilegia as elites e retira ainda mais direitos
dos trabalhadores. Também serão repudiadas as ações truculentas que
caracterizam os apoiadores de Bolsonaro, que comumente criam e espalham
mentiras, discursos de ódio e até mesmo tentam censurar opositores.
A convocação
para os protestos também vem sendo feita por diversos vídeos postados nas redes
sociais, tanto por mulheres de destaque em seus campos de atuação, quanto por
cidadãs comuns, que encorajaram-se a manifestar seu repúdio representado pela
candidatura do deputado federal e capitão reformado do Exército.
É difícil
precisar o número de atos organizados nas demais capitais e em outras cidades
do país. Apenas no Ceará estão previstas manifestações em 21 cidades. "Dia
29 estaremos todas nas ruas para dizer 'Ele não!'". O que está em jogo é a
democracia. Esse candidato defende valores fascistas. Ele não respeita as
mulheres, acha racismo normal, se coloca contra cotas e projetos sociais que
dão dignidade para as pessoas e defende a tortura. Por isso não. Não. Hashtag #EleNão.
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