8 de outubro de 2018

AS BANCADAS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, PARTIDO A PARTIDO

PT encolheu de 69 para 56, e o PSL passou de 1 para 52 deputados. MDB e PSDB foram os maiores derrotados.

 

A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes. PT e PSL elegeram o maior número de representantes. A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. São os dois partidos com mais deputados federais eleitos. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34).

 

·         Maiores bancadas serão do PT (56 deputados) e PSL (52)
·         30 partidos terão representantes, um recorde
·         PMDB foi o que mais perdeu cadeiras: caiu de 66 eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018
·         PSL foi o mais ganhou cadeiras: foram 52 deputados eleitos agora, contra 1 em 2014
·         Menos da metade dos deputados conseguiu se reeleger, ou seja 240 dos 513
·         PSDB, que foi a 3ª maior bancada eleita em 2014, caiu para 9º
Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla reduziu quase pela metade: pulou de 66 para 34 deputados. Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal.
A partir de 2019, a composição da Câmara contará com representantes de 30 partidos, um recorde desde a redemocratização. Atualmente, 25 partidos estão representados na Casa. Nas eleições de 2014, eram 28 partidos. Em 2010, 22 siglas. Em 2006, 21. Em 2002, 19. Em 1998, 18.



JUCÁ, LÍDER DO GOLPE, FICA FORA DO SENADO

Com 100% das urnas apuradas, Chico Rodrigues e Mecias de Jesus foram eleitos para o Senado por Roraima. Rodrigues teve 22,67% dos votos e Mecias, 17,47%. O senador Romero Jucá (MDB) não conseguiu se reeleger para o bem da política e do Brasil.
Em Roraima, dois candidatos ao Senado tiveram as candidaturas indeferidas: Rudson (PV) e Christian (PATRI).
Os votos brancos foram 7,45% e os nulos, 16,04%. As abstenções foram 13,86%.


EM PRONUNCIAMENTO, HADDAD DIZ QUE, AGORA, O DEBATE É 'OLHO NO OLHO'

Em seu pronunciamento para a nação, após o resultado do primeiro turno das eleições, Fernando Haddad, na qualidade de candidato da frente democrática no segundo turno conclamou todos aqueles que zelam pela democracia no país a se unirem em torno da sua candidatura, que renova seus votos de progressista, democrática e popular. Haddad ressaltou que seu governo olhará para o povo, para os mais fragilizados e que é preciso urgentemente derrotar o fascismo. Ele ainda destacou que o que está em jogo é a defesa da constituição e do direito do povo brasileiro voltar a ser feliz. Haddad acenou para Ciro Gomes e deixou sua candidatura aberta para aqueles que prezam a democracia.

Em uma fala de pouco mais de dez minutos, o candidato foi direto nas palavras tradicionais de pronunciamento pós eleição ainda não concluída: pediu união em torno da reconstrução do país e conclamou a todos para o debate nacional inadiável do re-estabelecimento da soberania nacional e do curso progressista da história. Ele alertou para o momento perigoso que o país passa, com a ameaça iminente do fascismo, mas demonstrou otimismo e segurança de que o debate será feito e que a sociedade brasileira será bem informada sobre todos os cenários no segundo turno. 

Haddad ressaltou os pontos principais de seu programa de governo e afirmou que a luta pela inclusão social irá recomeçar no Brasil através de uma grande aliança entre os segmentos democráticos.  O mote da campanha no segundo turno, conforme ficou explícito em sua fala, será a 'união' do povo brasileiro em torno de um projeto que preserve os direitos do trabalhador e que reinaugure a vocação democrática da sociedade brasileira, sem ódio e sem medo. 

CIRO DESCARTA BOLSONARO NO 2º TURNO E ADIANTA: 'ELE NÃO'

Ocupando o terceiro lugar nas urnas, Ciro Gomes (PDT), que registrou 12,51% dos votos válidos, anda não decidiu se irá apoiar ou não Fernando Haddad (PT) na disputa pela Presidência da República no segundo turno, mas adiantou que não irá apoiar o fascismo representado pelo candidato de extrema direita jair Bolsonaro (PSL). "Ele não, sem dúvida", disse Ciro em referência ao #elenão, movimento contra Bolsonaro Bolsonaro, que também estará na segunda fase das eleições.
"Gratidão profunda ao povo brasileiro. Muita angústia e preocupação (sobre o resultado da eleição)."Minha história de vida é marcada pela defesa da democracia e contra o fascismo", afirmou Ciro.

Professor Camponês Por: José Alves Nunes -  Bacharel Licenciado em Filosofia - PUC/MINAS e  Filosofia da Educação - ISTA/MINAS         ...