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comitê de Direitos
Humanos da ONU acaba de reafirmar, em nova decisão, que os direitos políticos
do ex-presidente Lula devem ser garantidos pelo Estado brasileiro. O texto
afirma que todas as autoridades brasileiras do "mais alto nível",
estejam elas no Executivo, Judiciário ou Legislativo, devem dar imediato
cumprimento à decisão. No entanto, até agora, a decisão do Comitê já foi
afrontada por autoridades como o ministro Luís Roberto Barroso e a
procuradora-geral Raquel Dodge.
A informação foi dada pelos advogados de defesa, Valeska
Teixeira e Cristiano Zanin, na saída da sede da Superintendência da Polícia
Federal, em Curitiba, onde foram visitar Lula, mantido preso político desde o
dia 7 de abril. A nova decisão da ONU reforça as duas anteriores, de 22 de maio
e 17 de agosto, e deixa claro que o Brasil está vinculado ao cumprimento dessas
liminares do Comitê, afirmaram os advogados, que receberam a notícia após a
visita da manhã.
Lula vem sendo
mantido como preso político há mais de cinco meses, para não disputar uma
eleição presidencial que, segundo todas as pesquisas, ele venceria com extrema
facilidade. A prisão de Lula interessa à Globo, às petroleiras internacionais e
aos Estados Unidos.

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