PGR DIZ QUE DEFESA DE GEDDEL QUER 'DITAR RITMO DO
PROCESSO' SOBRE R$ 51 MI
Ex-ministro
pediu para acompanhar todos os depoimentos de testemunhas no STF
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ontem (20) ao ministro
Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, uma manifestação que rejeita pedido
feito pela defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) para que o político
possa comparecer fisicamente a todos os depoimentos das testemunhas no caso da
apreensão dos R$ 51 milhões em um apartamento atribuído a ele em Salvador.
De acordo
com Dodge, o fato de os advogados terem interposto agravo regimental
contrariando a decisão do relator da ação penal se configura como tentativa “de
ditar o ritmo do processo valendo-se, o que é pior, de questões já decididas
pela Turma”. Fachin havia determinado que, diferente da presença física, seria
assegurado a Geddel o direito de acompanhar as audiências por videoconferência.
Segundo
documento da Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio de
videoconferência, Geddel vai ter “contato prévio com sua defesa, poderá fazer
intervenções e até questionamentos via sua defesa técnica — tudo em tempo real,
online e sensível aos tempos de redução de gastos públicos”, o que, para Dodge,
não apresenta nenhum prejuízo ao réu. O ex-ministro está preso na Penitenciária
da Papuda, em Brasília, desde setembro de 2017, quando a Polícia Federal
encontrou malas de dinheiro em um apartamento no bairro da Graça.