CIRO GOMES DIZ QUE DESEJA MANTER DISTÂNCIA DOS ELEITORES DE BOLSONARO
Ainda classificou o candidato do PSL como 'projetinho de Hitler tropical'
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candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta
quarta-feira, dia 29, que não quer os votos do candidato do PSL, Jair Bolsonaro
nas eleições 2018, a quem classificou como "projetinho de Hitler
tropical". Segundo Gomes, "uma fração dos brasileiros" tem uma
pedra no lugar do coração, são egoístas e não se preocupam com os 13 milhões de
desempregados". O pedetista afirmou ainda querer "distância dessa
gente".
"Eu não quero buscar os votos de todo mundo, não",
respondeu quando questionado sobre como faria para conquistar os votos de
Bolsonaro nas Eleições
2018.
"Eu quero buscar os votos dos brasileiros, homens e mulheres, decentes,
equilibrados, serenos, que têm solidariedade com os mais pobres. O Brasil tem
uma fração da população, que respeito porque é o meu povo e quero ser
presidente de todos, mas há uma fração que vive com uma pedra no coração, são
egoístas, pouco estão se lixando para os 13 milhões de desempregados, pouco
estão se lixando para o problema dos 32 milhões que vivem correndo da repressão
nas ruas para vender", disse.
"Bolsonaro não é ignorante; ele passou na Academia Militar
das Agulhas Negras. Bolsonaro é mistificador, perigoso e fascista. (Ele) é um
projetinho de Hitler tropical e muito mal preparado porque Hitler pelo menos
era um intelectual razoável", complementou.
Ciro
emendou citando como exemplo o polêmico episódio no qual Bolsonaro se
desentendeu com a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). A discussão rendeu
um processo contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). "(Esses
brasileiros) estão pouco se lixando se 60 mil mulheres foram estupradas, fazem
até piada, Dizem para um própria colega, como o Bolsonaro disse, que não a
estupra porque ela é feia" lembrou. "Quantos desses estupros
aconteceram porque o cara está escorado num candidato popular. Eu não quero
agradar essa gente, quero distância, dela". Apesar
das críticas, Gomes acusou Bolsonaro de manipular o sentimento do seu
eleitorado, quando foi perguntado sobre o desempenho do candidato do PSL em
entrevista do Jornal Nacional, da TV Globo. Em seguida, ele pediu "pelo
amor de Deus" que os brasileiros "não brinquem com o futuro".

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