A
grande imprensa brasileira conseguiu a proeza de cometer todos os erros
possíveis na prática do jornalismo
E
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O sociólogo não alivia:
"dentre vários despropósitos, dois foram os principais. De um lado, a
incapacidade de enxergar a força de Lula e do PT. De outro, a recusa de
reconhecer que Jair Bolsonaro é mais que um personagem bizarro."
O presidente do Instituto Vox
Populi, tecnicamente rigoroso em seus prognósticos, ainda destaca que "o
saldo desses erros é a dificuldade de compreender as duas candidaturas, que,
juntas, representam mais de 70% das preferências, tomando como base o voto
nominal nas pesquisas recentes. A respeito da força de Lula, o máximo que
conseguem é insistir na cantilena de que 'os pobres têm saudade de uma época em
que viviam (ilusoriamente) melhor', subtraindo a condição de cidadãos, capazes
de fazer escolhas qualificadas, das dezenas de milhões de pessoas que pretendem
votar em seu nome e reduzindo-as a estômagos malsatisfeitos."
Coimbra faz um desenho geral das eleições e também sublinha a
performance pífia de Geraldo Alckmin: "não foram poucos os analistas que
decretaram que o capitão apenas esquentava o lugar que Geraldo Alckmin ocuparia
na hora H, quando o jogo efetivamente começasse e os profissionais entrassem em
campo". E arremata: "nunca
houve qualquer base para essa suposição, até ao contrário. Bolsonaro não
nasceu na televisão e não é o tipo de candidato que o eleitor desinteressado e
desinformado identifica como alguém familiar, de quem tem algumas vagas
referências positivas."

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