Lula mais uma vez continua certo: Não pode e nem deve indicar seu substituto
Por: José A. Nunes
Bacharel
Licenciado em Filosofia - PUC/MINAS
Filosofia da
Educação - ISTA/MINAS
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jogo político é, sem
dúvida, um dos mais complexos para ser jogado. Além de envolver uma variedade
de jogadores altamente qualificados, exige precisão e estratégias constantes que
só quem participa do jogo é capaz. Quem está de fora até pode palpitar, mas
nunca saberá com exatidão o que passa na mente de quem disputa ou articula um
jogo político. Dentre os mentores políticos atuais destaca-se Lula que tem
adotado a estratégia, apesar da pressão, de não indicar o seu substituto e
continuar na disputa.
A estratégia do ex-presidente Lula, diferentemente
do que escreveu recentemente Reinaldo Azevedo, não é esticar a corda até o dia
17 de setembro, limite para o TSE decidir a elegibilidade da sua candidatura. O
que o colunista da folha de S. Paulo se esqueceu de dizer é que a corda já
estourou e, como sempre, do lado do mais fraco que se encontra preso, sem
provas, em Curitiba. “Nesse ponto é próprio Azevedo que diz: A sentença de
Sergio Moro é mero truque retórico. Do ponto de vista do direito, trata-se de
uma aberração. Numa democracia, interessa saber se há provas ou não. No caso do
apartamento de Guarujá, não há”.
Azevedo a parte, Lula sabe que a atual conjuntura
politica, com toda a sua complexidade, continua favorável ao PT e gera desespero
nos principais atores do “golpe ou impeachment”, como queiram. A última pesquisa CUT/Vox Populi ratifica a
sua estratégia acertada. Nela, o petista aparece com 41% e o resto com 29%,
sendo que Geraldo Alckmin, que em parte representa tudo o que aconteceu ao PT e
ao país, despencou para apenas 4%.
Diante deste quadro amplamente favorável, Lula
demonstra, e tem convencido os companheiros mais afoitos, que não convém fazer
nenhuma indicação agora e nem se submeter às pressões dos desesperados da
direita e da extrema direita. O momento é de continuar o jogo e a mesma
estratégia. Afinal, enquanto Temer, Alckmin, Aécio vivem tempo de desespero e
baixa popularidade nas pesquisas, a sua prisão em nada o afetou. Pelo
contrario, tem ajudado a alavancar a sua candidatura e popularidade.
Os dados das pesquisas mostram claramente que
nenhum líder e partido politico estão mais confortáveis do que Lula e o PT na
atual conjuntura. Enquanto os demais candidatos fazem campanha, aparecem na TV,
rádio, sabatinas e não decolam, Lula cresce a cada pesquisa. Enquanto os demais
brigam entre si e falam o que não devem, Lula preso passa a imagem de
injustiçado (preso político) e só precisa administrar alguns companheiros afoitos
do partido.
Lula sabe, mais que qualquer outro jogador,
que não cabe a ele indicar alguém do partido ou fora para substitui-lo, seria
reconhecer a própria culpa. Quem deve executar a próxima jogada é o Judiciário
– de Curitiba, do Rio Grande do Sul ou de Brasília - que puxou e arrebentou a
corda ao prendê-lo. É ele que deve dizer sobre a sua elegibilidade e quando
isso acontecer o problema para o judiciário, Sérgio Moro em particular, só
tende a aumentar.
Caso a justiça eleitoral, em 17 de setembros, autorize
o registro da sua candidatura (possibilidade remota), Lula concorrerá e,
certamente, ganhará as eleições preso. Quanto a isso o
ministro Luiz Fux já admitiu recentemente que o caso do petista ainda está ‘sub
judice’ em virtude do cumprimento antecipado da pena (sem trânsito em julgado).
Diante da clareza do ministro e
confiante no Supremo Poder do Povo (SPP), uma vez eleito democraticamente Lula
deixará a prisão nos braços do povo, para decepção de quem o prendeu.
Outro cenário que pode surgir parte também da
decisão do TSE de não registrar a candidatura de Lula. Caso essa possibilidade ocorra
a certa altura do jogo político, o petista terá que apoiar alguém da sua
confiança e transferir os seus votos para o escolhido, coisa que ele já fez quando
elegeu Dilma presidenta, duas vezes, e Haddad prefeito de São Paulo. A prisão
de Lula, diferentemente do que desejava os seus algozes, só contribuiu para
aumentar a sua popularidade nas diferentes regiões do país e, quiçá, do mundo.
Portanto, qualquer um dos cenários futuros
será favorável a Lula e ao PT. Se não acontecer nenhuma ‘virada de mesa’- pela
grande mídia, pelo “judiciário”, pela PGR e/ou militares - tudo indica que os
atores do “impeachment ou golpe”, como queiram, enfrentarão derrotas com Lula
preso ou solto e, de quebra, assistirão o retorno de Dilma à Casa Grande como
Senadora da República por Minas Gerais.

gostei do texto, mas não acredito nem em lula e nem em dilma. Quem vai ganhar é Bolsonaro, valeu.
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