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ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos defensores do impeachment/golpe
contra Dilma Roussef e que viu seu partido ser quase dizimado em
consequência do ataque à democracia, agora ensaia apoiar o PT num eventual
segundo turno contra o candidato Jair Bolsonaro. Em entrevista à rádio Jovem
Pan, FHC admitiu: "Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o
PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria
nenhuma objeção a isso", disse ele em referência a uma frente contra
Bolsonaro. Como líder tucano, ele não descarta a hipótese de Alckmin estar no
segundo turno. Mas, nos bastidores, Fernando Henrique já jogou a toalha.
Alckmin continua estacionado nos 5% e
não decola nas pesquisas. Em seu reduto eleitoral, o estado de São Paulo, ele
não passa do terceiro lugar, atrás de Lula e Bolsonaro. Diante desse quadro
desesperador, FHC disse que não vê com bons olhos a polarização entre PT e
PSDB: "Eu acho bom mesmo é ter mais abertura, discutir, variar. Democracia
é assim, eu não sou favorável a um estado de beligerância permanente". A
frase é defasada, pois com o desmantelamento tucano, a polarização está
encerrada e hoje o país está dividido não mais entre PT e PSDB, mas entre PT e o
militar Bolsonaro.

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