25 de outubro de 2018

        Voto no PT porque sou influenciado pelos pobres e nordestinos, não pelos ricos

       
Por: José Alves Nunes - Bacharel Licenciado em Filosofia - PUC/MINAS e Filosofia da Educação - ISTA/MINAS                          /                         nunespuc@yahoo.com.br 

Voto no PT não por ser um partido sem erros e sem máculas, mas porque a sua culpa nem de longe se assemelha às do PSDB, DEM e P/MDB, partidos que governam para os ricos. Voto no Partido dos Trabalhadores não por falta de um ‘mea-culpa’ tão cobrado pela grande mídia que daria, certamente, um tratamento bem diferente daquele dado ao tucano elitista, Tasso Jereissati. Esse, diga-se de passagem, só fez seu 'mea-culpa' para posar de impoluto, forçar o PT a fazer o mesmo e porque tinha certeza do tratamento diferenciado que receberia dos meios de comunicação.

O  ‘mea-culpa’ do PT, se acontecesse, seria o prato principal da mídia tradicional por muito tempo. A cada aniversário da confissão o Jornal Nacional, na voz empostada de Willian Bonner, lhe daria o destaque merecido na boca dos próprios confessos. Em cada eleição o ato assumido voltaria atona e teria peso decisivo porque seria noticiado exaustivamente para garantir que o PT já entrasse na disputa com menos 50% de chances.
Voto no PT porque alguns dos meus amigos que tentam me convencer de não votar, são os mesmos que há 4 anos, tomados pela mesma empáfia, votaram em Aécio Neves. São os mesmos que adesivaram seus carros, usaram camisas e encheram suas redes sociais com a frase: "a culpa não é minha, eu votei em Aécio". Hoje, Aécio é aquele que tá mais sujo que pau de galinheiro. É aquele que fugiu de disputar uma vaga para o Senado porque já antevia o vexame. É aquele que conseguiu 106 mil votos de cabresto, com o apoio dos políticos amigos de seu pai, para garantir o foro privilegiado e escapar da Lava Jato.
Voto no PT porque, ao contrário do ‘minerim’ das Neves, Dilma Rousseff teve coragem, depois de toda trapaça sofrida, de ir às ruas mineiras pedir voto para Senadora. Os meus amigos acreditam que Aécio ganhou e Dilma perdeu, "há derrotas que têm mais dignidade do que a própria vitória". Enquanto Dilma estava nas ruas das Minas Gerais pedindo voto e fazendo campanha, Aécio estava escondido e quando apareceu com seus seguranças, para votar,  foi vaiado e correu de volta para o esconderijo. Dilma, diante de aplausos, vaias, difamação e fake news, conseguiu quase 3 milhões de votos sem a tutela do 'pai e avô'. Se aceitasse se candidatar a deputada federal, como fez o ‘minerim’, seria a deputada mais votada de todos os tempos.

Voto no PT não por ser Historiador, mas porque entendo um pouco da história de Robin Hood, o líder medieval que tirava dos senhores feudais [ricos] para dividir com os plebeus e vassalos [pobres]. E, por isso, foi considerado pelos nobres de arruaceiro e transgressor da ordem e do sossego. Quem ousa alterar a ordem social das elites em favor dos pobres paga um alto preço em qualquer momento da história. Ou alguém em sã consciência acredita que os donos das lojas Havan, Luciano Hang e Vanderlei - que ostentam em suas lojas o símbolo maior dos EUA e apoiam Bolsonaro - estão preocupados em tirar dos ricos para os pobres?
Voto no PT não por fideísmo, mas por acreditar na fé verdadeira de homens como dom Helder Câmara, do reverendo Martin Luther King, dom Oscar Romero e na fé dos homens e mulheres assassinadas na Noite dos Longos Punhais em 1934, na Alemanha Nazista. Esses homens e mulheres não tiveram medo de se posicionarem em favor dos perseguidos e contra o regime nazifacista de Hitler. Bem diferentes de Silas Malafaia e Edir Macedo, dentre outros religiosos, que são da mesma linhagem do sumo sacerdote Caifás que encarava Jesus como um líder perigoso e agitador da ordem. Jesus era mal visto, pelos falsos religiosos, por libertar o Reino de Deus das elites - religiosa, política e econômica - e devolver aos pobres e marginalizados.

Esses dois líderes [Malafaia e Macedo] são os 'legítimos herdeiros', nos dias atuais, do antigo Sinédrio que via Jesus como uma ameaça às autoridades religiosas e à ordem pública. Sempre que surge um líder que promove dias melhores para os pobres é difamado, humilhado, preso e até morto. Silas Malafaia é aquele líder religioso milionário que chama o Bolsa Família de bolsa esmola. Na sua vida de luxo não é possível mensurar a importância desse benefício na vida daqueles que vivem na extrema pobreza. Ele já esqueceu, porque agora é milionário, que o evangelho diz que até "um copo com água que damos aos pequeninos do Reino não ficará sem recompensa" [Mt 10: 42]. Na vida dos pobres o Bolsa Família é muito mais que um copo com água. Portanto, se, de fato, Edir Macedo e Silas Malafaia conhecem o "Caminho, a Verdade e a Vida", é preferível votar no PT e continuar ‘perdido’ a segui-los.
Por fim, voto no PT por conta das políticas públicas e ações de governo que deram dignidade aos pobres e nordestinos, como: O Água para Todos, Luz para Todos, ‘Universidade para Todos’ [PROUNI, Ciências Sem Fronteira, PRONATEC], Bolsa Família, Cotas para Negros e Indígenas em Universidade e em Concurso Público, ‘Casa Habitacional para Todos’ [Minha Casa, Minha Vida], dentre tantos outros impensados em outros tempos. 

Voto no PT, principalmente, por que foi o único partido na história desse país a resgatar mais de 26,3 milhões de brasileiros [as] da extrema pobreza, dados da Fundação Getúlio Vargas [FGV] de 2002 a 2010, que tinham sido abandonados pelo governo de FHC, eram chamados de ‘massas sobrantes’, viviam a margem da sociedade e estavam condenados a morte.
Voto no PT porque, diferentemente de alguns dos meus amigos, jamais votei em Aécio, Serra ou Alckmin, candidatos das elites e, por isso, tidos como ''honrados e impolutos''. Nunca votei e o tempo me deu razão ainda que meus amigos não reconheçam. Voto no PT e alguns dos meus amigos teimam em votar em candidato fabricado pelos muito ricos e pela ''classe média''.

Contudo, acredito que as urnas e/ou o tempo me darão razão, mais uma vez. E, quando esse momento político tiver passado e os meus amigos perceberem o engodo que cometeram, como aquele quando votaram em Aécio, espero que lembrem-se de no futuro balizarem seus votos pelos pobres e nordestinos, não pelos ricos.



Vox Populi: Bolsonaro tem 44% e Haddad vai a 39%



A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi realizada nos dias 22 e 23 (terça e quarta) apresenta números idênticos ao do levantamento realizado nos dias 16 e 17. A diferença entre Haddad e Bolsonaro é de apenas 5 pontos nos votos totais e 6 pontos nos válidos. 44% para Bolsonaro e 39% para Haddad nos votos totais e 53% a 47% nos válidos.
Na simulação estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 44% das intenções de votos contra 39% de Haddad. A diferença entre os dois candidatos é de apenas 5%. Se for considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2%, a diferença entre as intenções de voto em Haddad e Bolsonaro pode chegar a 1 ponto percentual (2,2% a menos para Bolsonaro e 2,2% a mais para Haddad). 
Cenário espontâneo
A simulação espontânea, quando o entrevistador apenas pergunta em quem o eleitor vai votar, aponta Bolsonaro com 43% das intenções de votos contra 37% de Haddad, os mesmos percentuais do levantamento realizado nos dias 16 e 17.
Neste cenário, 13% disseram que não votarão em ninguém, votarão em branco ou anularão o voto e 7% não sabem ou não responderam. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 12% e 8%, respectivamente.
Estratificação
No cenário estimulado, o Nordeste, Região onde o candidato petista apresentou os maiores percentuais de intenção de voto durante toda a corrida presidencial, aumentou o número de eleitores que pretendem votar em Haddad: de 57% para 60%.
Os percentuais de intenção de voto em Haddad também cresceram entre os homens (de 35% para 37%), entre os maduros (de 37% para 41%); entre os eleitores que têm até o ensino fundamental (de 44% para 47%) e entre os que ganham até 2 salários mínimos (45% para 50%). 
Os percentuais de intenção de voto em Bolsonaro registraram queda de 27% para 25% na Região Nordeste, entre os homens - de 53% para 49% -; entre os maduros - de 48% para 43%.
Religião
Considerando apenas os válidos, as intenções de votos para presidente apresentou pouca variação. Haddad oscilou positivamente um ponto percentual entre os católicos (de 42% para 43%), 2% entre os espíritas (de 38% para 40%) e 4% nos que se declararam sem religião (de 42% para 46%). Mas oscilou negativamente 3% entre os evangélicos (30% para 27%) e 6% nos que declararam seguir outras religiões (de 48% para 42%).
Rejeição
O percentual de rejeição a Fernando Haddad se manteve estável (41%). Já a rejeição a Bolsonaro aumentou 2% entre a pesquisa anterior e a rodada realizada nos dias 22 e 23 – de 38% para 40%.
O maior percentual de rejeição contra Bolsonaro foi registrado no Nordeste (59%). Já os eleitores do Sudeste e do Sul rejeitam mais Haddad, 48% em cada Região.
52% dos que se declararam negros e 42% dos pardos rejeitam Bolsonaro. Já entre os que se declararam brancos, o percentual de rejeição de Haddad sobe para 49%.
Metologia
A pesquisa CUT-Vox Populi foi realizada entre os dias 22 e 23 de outubro. Foram feitas 2.000 entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior de todos os estratos socioeconômicos. Os entrevistadores foram em 121 municípios.
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Bolsonaro faz piada com nordestino e governadores da região reagem



Em vídeo vazado nas redes sociais, o Bolsonaro destilou todo o seu preconceito com relação aos nordestinos. Ele contou uma piada sobre as vantagens de comprar um carro de um baiano: "por que que é vantajoso comprar carro na Bahia? Porque já vem com o freio de mão puxado". O pressuposto da piada é o que de o baiano é preguiçoso, o mesmo tipo de preconceito que seu vice, o general Mourão, manifestou sobre índios e negros. Governadores do nordeste estudam a redação de uma nota conjunta contra o preconceito do candidato. 
O blog do Esmael destaca que "o governador da Bahia, Rui Costa, publicou uma resposta à altura para Bolsonaro, mas os 8 demais governadores também articulam uma manifestação acerca da piada sem graça de Bolsonaro".
"Depreciar nordestinos pode ser fatal, inclusive no Rio e São Paulo", avalia um dos coordenadores da campanha de Fernando Haddad (PT).
Veja o vídeo da piada depreciativa feita por Bolsonaro aqui

Haddad: Evangélicos foram traídos pelas mentiras de Bolsonaro


O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, avaliou nesta quarta-feira que a melhora de seu desempenho entre o eleitorado evangélico se deve ao fato de os evangélicos estarem se sentindo traídos pelas mentiras do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
“O evangélico sabe que a palavra verdade, sabe o significado que ela tem na Bíblia, sabe também o que significa a palavra mentira”, disse Haddad a jornalistas ao chegar para evento de campanha em São Paulo.
“Quando meu adversário começou a mentir, os evangélicos se sentiram traídos, é isso que está impulsionando o voto evangélico, porque os evangélicos estão perdendo a confiança naquilo que o Bolsonaro diz, porque ele mente”, acrescentou o petista.
Na pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, Bolsonaro tem 57 por cento dos votos válidos contra 43 por cento de Haddad. Há uma semana, a vantagem era de 59 a 41 por cento. Mas entre os evangélicos, a vantagem que agora está em 68 a 32 por cento era de 74 a 26 por cento.