10 de outubro de 2018


BOLSONARO É CRITICADO APÓS ANUNCIAR AUSÊNCIA EM DEBATES

Hastag #BolsonaroCagao foi o segundo assunto 

mais comentado no Twitter no mundo

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Cristian Favaro


Após a decisão de não participar dos debates até o dia 18, o candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, virou o segundo assunto mais comentado do Twitter no mundo.

Segundo a equipe de Bolsonaro, o capitão do Exército não participará dos confrontos por orientação médica. Bolsonaro foi esfaqueado no dia 6 de setembro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Após a decisão de não participar, que foi anunciada na manhã desta quarta-feira, 10, a hashtag #BolsonaroCagao figura como segundo tema mais comentado no Twitter Mundo.
O deputado federal do PT Paulo Pimenta criticou, na rede social, a decisão de Bolsonaro. "O capitão pode dar entrevista pro Datena, pro Casoy, pro Ratinho e pra Record, mas não pode participar de um debate". Fernando Haddad, representante do PT na disputa, chegou a afirmar depois do anúncio de Bolsonaro que vai "até a enfermaria em que ele estiver" para debater. Fonte; site terra.com.br/


agora é oficial: PDT E CIRO APOIAM HADDAD NO SEGUNDO TURNO


O PDT de Ciro Gomes, que se candidatou à presidência da República e ficou em terceiro lugar, declarou "apoio crítico" à candidatura de Fernando Haddad, após reunião da Executiva Nacional do partido nesta quarta-feira 10. Ciro já havia dito que a história dele é de "defesa da democracia e contra o fascismo".
Em nota, o partido comunicou: "A Executiva Nacional do PDT, reunida nesta quarta-feira na sede nacional do partido, em Brasília, declara seu apoio crítico à candidatura de Fernando Haddad para evitar a vitória das forças mais reacionárias e atrasadas do Brasil e a derrocada da democracia".
O presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, afirmou que o PDT não quer participação em eventual governo do PT e que o apoio a Haddad é para "evitar autoritarismo". Ele disse ainda que "Ciro não subirá no palanque de Haddad", mas que "integrantes do partido estão proibidos de apoiar Bolsonaro".


ato de crueldade e INTOLERÂNCIA: BOLSONARISTAS CRAVAM SÍMBOLO NAZISTA EM CORPO DE JOVEM EM PORTO ALEGRE


Uma jovem de menos de 20 anos de idade foi violentamente agredida por três bolsonaristas na noite de segunda-feira (8) em Porto Alegre, por andar com o adesivo #EleNão com as cores da bandeira LGBT em sua mochila. Não contentes em socarem a jovem, os três homens ainda usaram um canivete para cravar o símbolo nazista, a suástica, no seu corpo. A jovem L. foi marcada como se marca gado, como se marcavam os judeus nos campos de concentração.
Leia o relato da jornalista Ady Ferrerem sua página no Facebook: 
"Porto Alegre, 8 de outubro de 2018, um dia após o primeiro turno das eleições, por volta das 20 horas.
L* andava pela rua Baronesa do Gravataí, quando 3 homens avistaram o adesivo #EleNão. Foram ofensas duras demais para retratar em um texto, duras demais para mulheres lésbicas ouvirem e lerem. Talvez o erro de L tenha sido responder, mas são ofensas contra a dignidade de alguém que só quer ter a liberdade de ser quem é. Não sei se foi um erro, mas nada justifica o que veio a seguir.
Ela foi agredida, humilhada no meio da rua. E como se não bastasse, dois homens seguraram seus braços, enquanto o terceiro cravava uma suástica na sua costela. Uma suástica... o símbolo de um dos regimes mais cruéis da história, que assassinou judeus, ciganos, comunistas e homossexuais e que os culpou por todo o mal que assolava a Alemanha no início do século XX. Uma suástica cravada na costela de uma brasileira lésbica, que não chegou nem aos 20 anos, uma marca de opressão e ameaça, não só à L, mas à todas as minorias do país.
Esse texto deveria ser uma matéria jornalística, objetiva, sem muitos sentimentos expostos, mas essa jornalista que o escreve não tem sangue de barata, pois, assim como L, também é LGBT e viu seu medo triplicar ao saber dessa história e comprová-la como verdadeira.
O BO foi registrado na noite do dia 9 e os culpados por essa agressão devem ser processados assim que identificados. Assim esperamos.
*por questões de segurança, a identidade de L foi protegida."

eleições 2018: BOLSONARO FOGE DO DEBATE COM HADDAD NA BAND


O serviço de informações Broadcast, da Agência Estado, acaba de confirmar: o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, vai usar atestados médicos para fugir do debate com Fernando Haddad, na sexta-feira 12, na Rede Bandeirantes, no que seria o primeiro encontro, olho no olho, entre os presidenciáveis. A dúvida, agora, é saber se a Band irá fazer uma entrevista exclusiva com Haddad. 

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, jornalistas da Band e da Record foram instruídos pelos patrões a atacar Haddad e Ciro Gomes – e, portanto, favorecer Bolsonaro.  "É de desolução, de revolta e, em alguns casos, até de choro o clima no jornalismo das duas emissoras. Ciro Gomes, ex-candidato do PDT, será um dos primeiros alvos de tais reportagens", escreveu ele no Twitter.

Na última quinta-feira (4), enquanto ocorria o debate entre os presidenciáveis na Rede Globo, Jair Bolsonaro (PSL) concedia entrevista exclusiva à Record. A emissora, controlada pelo bispo Edir Macedo, decidiu apoiar Bolsonaro, na esperança de ocupar o espaço da Globo.

PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA ELEITOR QUE FILMOU VOTO EM BOLSONARO COM CANO DE ARMA


Um eleitor do Paraná que filmou o momento em que votava no candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), com o cano de uma pistola, foi alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Federal para combater crimes eleitorais. A polícia também investiga outros casos em Sergipe e São Paulo. No Paraná, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão, enquanto nos demais estados foram lavrados dois Termos Circunstanciados de Ocorrência pelos crimes de incitação ao ódio ou incitação de crimes contra candidatos.
A atitude de fotografar e filmar a cabine de votação, e ainda portando armas, foi uma resposta dos apoiadores de Bolsonaro a um apelo de seu filho, Eduardo Bolsonaro, reeleito deputado federal pelo PSL, para que os eleitores de seu pai gravassem vídeos e fizessem fotos dos locais de votação, o que constituiu crime eleitoral. A Lei Eleitoral 4737/65 proíbe que se tire qualquer tipo de foto ou grave vídeos durante a votação, incluindo fotos da urna ou selfies na cabine de votação.
Enquanto no caso paranaense o eleitor filmou o momento em que confirmava o voto em Jair Bolsonaro com o cano de uma arma, o caso de São Paulo diz respeito a um apoiador da candidatura de extrema direita que gravou um vídeo afirmando que quem não vota no candidato do PSL merece que ser estuprado. Em Sergipe, um eleitor gravou vídeo onde aparece incitando o homicídio de Bolsonaro.
De acordo com a PF, os suspeitos deverão responder pelos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma, no caso do Paraná, e pela incitação de crime contra candidatos, nos casos de Sergipe e São Paulo.