2 de outubro de 2018

PESQUISA BIGDATA/R7 MOSTRA BOLSONARO COM 29% E HADDAD COM 24%
Em pesquisa divulgada pela TV Record e portal R7 no final da noite desta segunda (1), o Instituto RealTime Big Data indica Jair Bolsonaro 29% das intenções de voto e Fernando Haddad 24%. Ciro tem 11% e Alckmin aparece com 7% das intenções de voto, à frente de Marina Silva, com 5%; João Amoêdo e Henrique Meirelles têm 3% cada; Álvaro Dias tem 2%, Boulos não pontuou e os demais somados chegaram a 1% (Jão Goulart Filho, Daciolo, Eymael e Vera Lucia.
A pesquisa é em tudo semelhante à do Ibope, divulgada horas antes, exceto pela posição de Bolsonaro e Haddad. No Ibope, Bolsonaro tem 31% (29% no BigData) e Haddad 21% (24% no BigData). Como a margem de erro do Ibope é de 2 pontos percentuais, poder-se-ia argumentar que está tudo dentro da margem de erro, pois Bolsonaro poderia estar em 29% e Haddad em 23% no Ibope, números quase idênticos aos do BigData.
Curiosamente, os números dos demais candidatos são praticamente idênticos nas pesquisa dos dois institutos. Veja os números do BigData com os do Ibope entre parênteses: Ciro tem 11% (11% no Ibope); Alckmin 7% (8%); Marina 5% (4%); Amôedo 3% (3%); Meirelles 3% (2%); Álvaro Dias 2% (2%).
O Ibope foi às ruas 29 e 30 de outubro, o BigData em 28 e 29. O Ibope entrevistou 3.010 pessoas e o Big Data 3.200. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número: BR-06928/2018.Veja abaixo os quadros das pesquisa dos dois institutos.



guerra no stf: em novo despacho, lewandowski libera entrevista de lula a florestan fernandes

Em sua decisão, o ministro Lewandowski avalia que a liminar de Luiz Fux – flagrantemente ilegal – não atinge o pedido formulado por Florestan. O ministro também questiona os poderes de Toffoli para cassar sua decisão no tocante à Folha e aponta "motivações subalternas". Ao ser empossado como presidente do Supremo Tribunal Federal, Toffoli indicou como assessor especial o general Fernando Azevedo e Silva, que foi chefe do Estado Maior das Forças Armadas. Ontem, numa declaração amplamente criticada, Toffoli afirmou que não se refere à ditadura de 1964, mas ao 'movimento' de 1964.

Ao censurar a imprensa, Toffoli pretendia que os pedidos formulados por órgãos de imprensa para entrevistar Lula só fossem avaliados depois do segundo turno das eleições presidenciais. Aparentemente, o objetivo é evitar que Lula diga o óbvio: que só foi preso para ser impedido de disputar as eleições presidenciais de 2018 e que Fernando Haddad representa a continuidade de seu projeto político. Silenciar Lula, portanto, é uma forma de alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro, que, no último sábado, foi alvo do maior protesto antifascista da história do Brasil.

A censura a Lula também afronta decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que determinou a manutenção dos direitos políticos de Lula e também que ele pudesse conceder entrevistas. Preso político há quase seis meses, Lula foi impedido de votar, de ser votado e agora de conceder entrevistas por Toffoli e Fux. No entanto, a decisão de Lewandowski obriga a Polícia Federal a garantir a entrevista de Lula a Florestan Fernandes Júnior. Não se sabe quando Toffoli levará o caso ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Antecessora de Toffoli no cargo, Cármen Lúcia dizia que 'o cala boca já morreu'. Toffoli provou o contrário.