12 de setembro de 2018

‘MULHERES UNIDAS CONTRA BOLSONARO’ JÁ SÃO MAIS DE 1 MILHÃO E VÃO ÀS RUAS

 'Somos 1 milhão, um milhão de vozes que gritam e exigem serem ouvidas'

Grupo do Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro", criada para combater as ideias misóginas e preconceituosas de Bolsonaro reuniu em poucos dias mais de 1 milhão de seguidoras contra o candidato de extrema direita. Com a adesão surpreendente, o grupo pretende realizar atos em diversas cidades do país contra o fascismo e a extrema direita ainda em setembro.
"Então somos 1 MILHÃO, um milhão de vozes que gritam e exigem serem ouvidas, somo um milhão de olhos que miram um futuro que nos contemple, um milhão de braços erguidos pela luta, um milhão de corpos que existem e resistem, de corpos que não aceitam serem violados, deixados de lado. Somos um milhão de MULHERES que não performam o papel de coadjuvantes! SOMOS PROTAGONISTAS, SENHORAS DE NOSSOS DESTINOS! Queremos alguém que nos represente, que esteja de acordo com nossas necessidades, com nossas pautas! Não aceitaremos menos, NENHUMA A MENOS, POIS JUNTAS SOMOS MAIS FORTES!", escreveu Ludmila Teixeira, uma das administradoras da página.
"O primeiro milhão de mulheres contra o Bolsonaro! É uma marca histórica em meio a tantos retrocessos e perseguições políticas! Que esse marco seja também uma homenagem a nossas antepassadas, que com muita luta conseguiram colocar a mulher como ser político dentro da sociedade. Nosso discurso não bate, argumenta, não pune ... ensina!", completou.
A rejeição de Bolsonaro é grande entre as mulheres. Apesar de liderar a disputa presidencial com 24% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (10), e possuir 17% da intenção de voto do eleitorado feminino, ele é rejeitado por 49% delas. As mulheres somam 52% do total de eleitores do Brasil.

TRE-PR NEGA A LULA O DIREITO DE VOTAR NA CADEIA DA PF
TRE nega a Lula o direito de votar nas eleições
deste ano enquanto estiver preso

Após ser impedido de concorrer no pleito eleitoral, Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná negou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o direito de votar nas eleições deste ano enquanto estiver preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

A lei garante que presos cuja condenação ainda não transitou em julgado - caso do ex-presidente, que mesmo condenado em segunda instância ainda tem recursos - podem votar. Para a existência de uma seção eleitoral no local, o Código Eleitoral estabelece o número mínimo de 50 eleitores.  Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reduziu para o mínimo de 20 eleitores aptos em estabelecimentos penais.
O desembargador Luiz Taro Oyama, presidente do TRE-PR, afirmou em despacho que, em consulta aos outros detentos no prédio da PF em Curitiba, não foi possível chegar ao número mínimo de eleitores para a instalação de uma urna. Oyama também explicou que o prazo é "inviável" para a instalação de uma seção eleitoral com "apenas um eleitor".

ADVOGADA FOI ALGEMADA, ARRASTADA E PRESA DENTRO DE SALA DE AUDIÊNCIA NO RJ

Valéria dos Santos foi detida por PMs após se negar a sair do local, com argumento de que audiência não teria terminado

 

A advogada Valéria dos Santos, que foi algemada e presa dentro de uma sala de audiência, afirmou que sentiu desdém desde o início da sessão por parte da juíza leiga envolvida no episódio. Ela foi detida por policiais militares após se negar a sair do local, com o argumento de que a audiência não teria terminado.

“Num primeiro momento eu senti um certo desdém da própria juíza leiga, mas abstraí isso e continuei com o direito de exercer minha profissão. Em determinado momento, eu quis verificar a peça de contestação. Porque não houve um acordo, então automaticamente eu teria que ver a contestação da parte ré e isso me foi negado”, contou Valéria.

“Foi quando eu pedi a solicitação do delegado da OAB, fui buscar o delegado. Tudo foi muito rápido. Desci, voltei novamente à sala de audiência e fui comunicada que a audiência tinha sido encerrada. Por isso a minha resistência em não sair da sala e aguardar o delegado, para ele ver as relações que estavam sendo ocorridas naquele momento”, completou a advogada, informou o G1.