farpas entre temer e alckmin revelam suas ESSÊNCIAS
Por: José Alves Nunes
Bacharel Licenciado em Filosofia - PUC/MINAS
Filosofia da Educação - ISTA/MINAS

Nesta semana os principais meios de comunicação noticiaram
a troca de farpas entre Alckmin e Temer. Os dois realizaram uma DR que revelou
o nível de caráter insidioso de ambos. O candidato do PSDB declarou
publicamente que o governo Temer
não tem a liderança que precisa ter, nem a legitimidade. Com essa atitude
Alckmin demonstrou que é capaz de tudo para chegar ao segundo turno, inclusive renegar
seu passado e seus ‘amigos’. Em seguida foi a vez de Temer responder: "o PSDB me ajudou no governo,
foi base do meu governo (...). Portanto o PSDB apoiou o meu governo. Não faça
como os que falseiam, que mentem para conseguir votos, seja realista",
disse o amigo ‘renegado’.
Ao discutir a relação
publicamente, os dois demonstraram que é o sujo falando do mal lavado. Esqueceram
que os dois surfaram juntos na onda, criada por eles, para arrancar Dilma do
poder. Dois Judas que traem os amigos políticos por algumas moedas de poder.
Aquilo que Temer agora cobra de
Alckmin ele não a praticou com Dilma, pior, não a praticou com o povo. Todos
[políticos] podiam se levantar contra Dilma e com certeza não conseguiriam
tirá-la do poder, caso o vice decorativo praticasse com ela a lealdade que
agora cobra de Alckmin. A história e seus espectros sempre alcançam os homens
públicos e de maneira mais rápida os ‘falseadores’.
Por outro lado, Alckmin até pode
tentar, mas dificilmente conseguirá se descolar do governo mais impopular da
história que ele e a tucanada alçaram ao poder. O povo não esquecerá que foi
ele e sua horda política que sustentaram a reforma trabalhista de Temer e devolveu o país à era da escravidão. Lembrará ainda que foi o seu partido que deu sustentação, entre outras, para livrar Temer de duas denúncias de investigações feitas pelo Ministério Público Federal.
A DR midiática entre Alckmin e Temer
revelou que os dois estão colados politicamente como irmãos siameses. Não
importa para onde vão ou o que falem estão juntos. O que eles não podem
esquecer é que ao tentarem se descolar, correm o risco de morrer um e viver
outro. Nesse caso, é mais provável que as urnas sejam cirúrgicas e decretem a morte política dos
dois, colados.