13 de agosto de 2018

BOLSONARO PAGA FUNCIONÁRIA FANTASMA
COM DINHEIRO DA CÂMARA


O
s jornalistas da Folha, Camila Mattoso e Ranier Bragon, investigaram e publicaram nesta segunda-feira que o presidenciável Jair Bolsonaro continua usando dinheiro da Câmara para pagar o salário de uma funcionária de seu gabinete que vende açaí em Mambucaba, distrito de Angra dos Reis, onde o deputado tem uma casa.
A senhora Walderice Santos da Conceição, citada pelo Presidenciavel Guilherme Boulos (PSOL)  no debate realizado pela TV Bandeirantes, figura desde 2003 como funcionária do gabinete de Bolsonaro e recebe salário bruto de R$ 1.351,46. Na ocasião o militar reformado respondeu a acusação da seguinte forma: “A senhora Wal, sra. Walderice, é uma funcionária minha em Angra dos Reis. Quando a Folha de S. Paulo foi lá (em janeiro) e não achou, botou manchete no dia seguinte de que ela estaria lá fantasma. Só que em boletim administrativo da Câmara dos Deputados de dezembro ela estava de férias”.

Antes de se identificar como repórteres, a Folha conversou com Walderice na pequena loja de açaí onde ela trabalha. Ela chegou a comentar o debate da TV Band. “Ele (Boulos) disse que Jair tinha uma funcionária fantasma”. Em resposta à pergunta da folha sobre quem era, Walderice afirmou: “Sou eu”.


membros do trf4 TENTAM CONSERTAR ESTRAGO DO FIM DE SEMANA



O
s desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores e Gebran Neto, divulgaram nota para tentar consertar o estrago causado pelas declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. Flores admite que telefonou para o diretor-geral para impedir a liberdade de Lula, mas disse que o fez porque soltaria ordem judicial logo em seguida; Gebran, que foi citado por Veja como alguém que teria dito a amigos 'agir à margem da lei', não acusa a publicação de fake news, mas diz que ninguém pode dar declarações em seu nome.

TRF4: NOTA DE ESCLARECIMENTO NA ÍNTEGRA

“1- Sobre a entrevista dada ao jornal O Estado de São Paulo pelo diretor-geral da Policia Federal, publicada no dia 12 de agosto, domingo, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores, esclarece que, por ocasião da análise do Conflito Positivo de Jurisdição nº 5025635-16.2018.4.04.0000, proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) em regime de plantão no dia 8 de julho, informou à autoridade competente que despacharia nos minutos subsequentes, sem, em momento algum, dar alguma ordem por telefone. 

A atuação do presidente do TRF4 nos autos do Conflito Positivo de Jurisdição observou o sistema legal pátrio, bem como o direito constitucional do devido processo legal. 

2- A revista Veja deste final de semana, na coluna Radar, publicou nota com o título "Sobre fins e meios", citando como declarações de terceiros palavras atribuídas ao desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do TRF4. 

Todavia, a bem de colocar luzes sobre a verdade, o desembargador Gebran não autoriza ninguém a falar em seu nome, nem a imputar-lhe declaração sobre fatos objeto de julgamento. Além disso, suas manifestações como magistrado são nos autos do processo, proferindo decisões fundamentadas nos fatos e na lei, inclusive a decisão proferida no Habeas Corpus objeto da referida nota”.

DIRETOR GERAL DA PF, ROGÉRIO GALLORO, REVELA BASTIDORES DA PRISÃO DE LULA E DA PRESSÃO DE SÉRGIO MORO



O
diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, relatou neste domingo ao jornal O Estado de S. Paulo detalhes das negociações para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula se entregou no dia 7 de abril às autoridades, após passar mais de 48 horas com apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.  Segundo Galloro 30 homens do Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da PF, estavam a postos com suas armas para invadir o sindicato. “Chegou o sábado, o Moro [juiz federal Sergio Moro] exigiu que a gente cumprisse logo o mandado.” O delegado também falou sobre a ordem do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Rogério Favreto para soltar Lula e a contraordem do juiz Sérgio Moro em 8 de julho, que o manteve detido em Curitiba. 

O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO PARA A PRISÃO DE LULA

“Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais.[...] No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. [...] Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.”

REAÇÃO DA PF SOBRE A DECISÃO DE SOLTAR LULA

“Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.”

Advogados do PT avaliam que TSE pode julgar registro de Lula antes do início do horário eleitoral


Militantes do PT usam máscaras com o rosto de Lula na convenção do partido, no início deste mês, em SP (Foto: Suamy Beydoun/Agif/Estadão Conteúdo)
A
dvogados do PT avaliam nos bastidores que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode julgar o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarando-o inelegível, antes do início do horário eleitoral, previsto para 31 de agosto. O assunto foi tratado entre Lula, que está preso em Curitiba, e aliados, na semana passada.
Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
A estratégia do PT é manter Lula como candidato à Presidência da República até a Justiça Eleitoral decidir, com base na Lei da Ficha Limpa, se o ex-presidente poderá ou não disputar as eleições de 2018.
Na avaliação do partido, após o registro de Lula como candidato na próxima quarta-feira (15), o tribunal tem dado sinais – por declarações de ministros – de que o caso não deve se prolongar, e Lula, enquadrado na Lei da Ficha Limpa, não poderá ser candidato. fonte g1.globo.com/ - Por Andréia Sadi.